quinta-feira, 14 de dezembro de 2006


ARTIGO - DOIS VIRA, QUATRO ACABA
Marcel Jabbour


Se existe uma palavra perfeita para definir o jogo entre América do México e Barcelona, sem dúvida é PASSEIO.

Todos sabiam da superioridade catalã. Todos acreditavam em uma vitória da equipe de Ronaldinho, Deco e companhia. Mas o que se viu em Yokohama foi além de uma fácil vitória de uma equipe, claramente, superior à outra. Foi um belo encontro entre objetividade e futebol arte. Com exceção do segundo gol, marcado por Rafael Márquez após escanteio, todas outras vezes que o Barcelona balançou as redes, fez também o amante do futebol sentir uma intensa felicidade, abrindo um sorriso em seu rosto.

Não me recordo de um jogo em que tenha visto tantos calcanhares e passes de letra distribuídos de forma correta, deixando o companheiro na cara do gol. E o que mais surpreendia é que a equipe espanhola parecia não se esforçar para dar espetáculo. Além do poderio ofensivo, a equipe catalã mostrou disposição em marcar a saída de bola do América, sem resquício de arrogância ou prepotência frente à um rival inferior. Ronaldinho Gaúcho foi o maestro e teve ao seu lado mais do que meros coadjuvantes. Iniesta, Deco, Giuly, Gundjohnsen colaboraram para convincente goleada sobre a não desprezível equipe do América, que nada pode fazer frente a superioridade de seu adversário.

O Internacional terá difícil tarefa, domingo. Abel Braga, que acompanhou o jogo, sabe que uma das únicas formas de tentar conter o Barça é não dar a bola aos espanhóis. Missão complicada, mas não impossível. Para isso, estuda a possibilidade de entrar com mais um volante, Vargas. Conta também com uma jornada mais inspirada de seus principais jogadores, para que sabe, assim, não ser coadjuvante de outro passeio espanhol, pelo gramados japoneses.

Um comentário:

Felipe Leonardo disse...

Realmente, o Barcelona fez o que bem quis com os mexicanos. O Inter terá que marcar muito e sair com muita qualidade ao ataque se quiser sair de Yokohama com o título mundial.

Um Abraço, Felipe Leonardo