Sapoc Sa: n° 2
Crônica de uma derrota anunciada
Na Espanha, sob o comando do preparador Telê Santana, o Brasil reencontrou sua tradicional técnica na Copa do Mundo. Telê organizou uma equpe que se tornaria a mais brilhante da décima segunda disputa do Campeonato Mundial: Valdir Peres; Leandro, Oscar, Luizinho e Junior; Sócrates, Cerezo e Falcão; Zico Serginho e Eder.
Um time tão excepcional, que terminada a Copa, boa parte de seus integrantes mudou para a Itália. Falcão já reinava como o “rei de Roma”. O reserva Edinho também já jogava pela Udinese, para onde foi Zico com um contrato milionário. Depois foram Cerezo (para a Roma), Sócrates (para a Fiorentina), Júnior (para o Torino), o reserva Batista (para a Lazio). O Campeonato Italiano passou a ser uma atração de TV para os brasileiros.
Na Espanha, em 82, o Brasil venceu a União Soviética por 2 a 1, a Escócia por 4 a 0 e a Argentina por 3 a 1. Perdeu o jogo decisivo para a classificação contra a Itália, que foi melhor. Uns diriam que nosso Telê foi infeliz na distribuição da equipe e foi realmente. Mas quando o Brasil deixou a Copa, boa parte do encanto desta saiu com ele.
Doutor em futebol
Sócrates era o primeiro integrante do famoso “quadrado” no meio-campo brasileiro desenvolvido por Coutinho, e muito bem adaptado por Telê. Ele também dividia as funções na intermediária com Falcão, Cerezo e Zico.
Estudante de medicina, Sócrates começou a jogar no Botafogo de Ribeirão Preto, São Paulo. Em 78, já formado, foi contratado pelo Corinthians. Depois de brilhar na Copa de 82, foi para a Itália, voltando um ano mais tarde, mas fora de sua grande forma.
Nosso Pulmão de Aço
Toninho Cerezo, o grande meio-campista, já foi palhaço de circo, mas foi no futebol que encontrou seu maior dom. Dono de um fôlego estarrecedor, começou no Atlético-MG, onde se sagrou campeão mineiro seis vezes.
Em 78 foi à sua primeira Copa e voltou quatro anos depois. Após longe período no futebol internacional, ingressou no São Paulo em 92 e foi bi campeão mundial. Atualmente dirige o Guarani.
Um rei na seleção
Paulo Roberto Falcão começou no Internacional de Porto Alegre. Embora em grande forma, não foi convocado em 78, onde fez falta. Em 80, foi para a Roma e no ano seguinte se tornou campeão italiano.
Um dos maiores ídolos da história do clube, ganhou o apelido de “Rei de Roma”. Teve grande atuação em 82, mas uma grave lesão no joelho o tiraria da equipe da capital italiana. Como técnico, comandou a seleção brasileira, a italiana, além de equipes como América do México e sua favorita, o Internacional.
O atacante de lei
Zico era um garoto franzino que jogava futebol no América do Rio. Contratado pelo Flamengo, foi submetido a um tratamento físico especial. Esteve em três Copas do Mundo: 78,82 e 86. Depois do Campeonato Mundial Espanha, ficou quatro anos na Itália e voltou ao time rubro-negro, onde encerrou sua carreira.
Aos 37 anos, recebeu uma proposta de $3 milhões para jogar no Japão, pelo Kashima Antlers. Aceitou e ajudou no trabalho pioneiro de implantação do esporte na terra do sol nascente. Atualmente dirige a seleção japonesa e enfrenta o Brasil na terceira rodada da Copa da Alemanha.
quinta-feira, 13 de abril de 2006
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