segunda-feira, 9 de março de 2009

PALMEIRAS 1X1 CORINTHIANS

Jogo às 16 horas em Presidente Prudente no início de março . Alguém se surpreendeu com o calor incessante? Funcionários da Federação Paulista nem precisam levantar as mãos, tá? Bom, sorte das distribuídoras e dos vendedores de água.

Mano Menezes volta a enfrentar um rival com uma linha de três zagueiros. Nem pense que a intenção é travar o jogo e sair, de vez em nunca, em contra-ataque. Já Luxemburgo abandona o esquema "ataque ou morte" com a saída de William - o melhor da equipe na partida contra o Colo-Colo - para a entrada de Sandro Silva.

Logo no início do jogo, Marcão resume sua função em campo fazendo a primeira de suas três mil faltas no jogo. Levou amarelo em uma delas. (Não pouparia trabalho se ele fosse advertido ao entrar em campo?)

Boa jogada do Palmeiras, Sandro Silva sai em velocidade sob o olhar do marcador Elias, causa problemas na área do Corinthians, mas a defesa do alvinegro consegue recuperar-se (se não ficou claro, confirmo que não lembro do lance muito bem).

Mais tarde, outro grande lance do esporte nacional - me refiro ao karate. Escudero recebe um golpe do bandeirinha e se atira no chão. Fique de olho nos cadernos policiais, a vingança é um prato que se come frio.

Parada técnica aos 25 minutos para que os jogadores sobrevivam ao resto do jogo. Dúvida rápida: Quem foi o presidente prudente?

Volta o jogo e avisto pela primeira vez as cheerleaders - localizadas atrás do gol. Não me pergunte porque estão lá, mas basicamente repetem uma coreografia pouco sofisticadas: balançam pom-pons durante alguns segundos e jogam as mãos para cima na sequência. Uhuu. Pena que as moças não tem harmonia.

Momento de destaque. Marcão executa o golpe que lhe é familiar, carrinho ameaçador de joelhos, bacias, colunas e adjacentes, em Jorge Henrique. O juiz marca a falta e nada a mais. Na transmissão, o comentarista da arbitragem explica: "Não deu o cartão porque teria que expulsar o jogador do Palmeiras". Ah! Assim, sim.

O jogo aproxima-se do intervalo e cresce a expectativa em relação à entrada de Ronaldo. Do banco, o jogador executa nos companheiros as técnicas proibidas ensinadas pelo professor Escudero: dedo nos olho e peteleco na orelha.

Segundo tempo, o placar permanece no zero e nada de Ronaldo em campo. Até que Felipe decide contribuir. Keirrison, provavelmente em seu quarto toque na bola, dá um bicão que encontra Diego Souza no mais belo exemplo de “banheira”. Felipe tenta antecipar, toma um olé dá bola e assiste ao meia inaugurar o marcador.

Chegou a hora. Mano resolve mexer e põem Ronaldo e Dentinho nos lugares de Escudero e Souza. A torcida comemora – e desta vez não apenas pela saída de Souza. As cheerleaders se empolgam junto, mas passam longe de atingir a sonhada sincronia.

O jogo continua com raras chances de gol. Nas poucas, Felipe pratica defesas importantes. Mesmo assim, algo me diz que o corintiano continua se lembrando do gol do Palmeiras e de quando o goleiro fez de tudo para receber um aumento.

Quase o gol de Ronaldo. O jogador parte com a bola e manda a bomba no travessão de Bruno. Todo mundo se lamenta – os flamenguistas por vê-lo vestindo a camisa alvinegra.

Agora sim. Escanteio cobrado por Douglas cruza toda a área e encontra a cabeça de Ronaldo. É rede. O atacante festeja, os torcedores também e o alambrado quebra, enfim, aconteceu tudo aquilo que você viu e reviu ontem e hoje. O que poucos viram é que as cheerleaders conseguiram, enfim, repetir a coreografia com sincronia, um baita momento de superação em conjunto.

Ronaldo não marcava há quatrocentos e tantos dias. Nas ruas, torcedores de Corinthians e Palmeiras comemoram. Diante da estranheza da situação, concordam em entoar um “Chupa Argentina” e não falar mais sobre o ocorrido.

No replay do lance percebe-se que Marcão sobe só para constar e Pierre posiciona-se no segundo pau só para dizer que fazia alguma função. Bacana, todos em função da reabilitação do craque.

No fim, Luxemburgo reclama da expulsão de Fabinho Capixaba. Poderia até acrescentar uma piada, mas sou obrigado a reconhecer que o ala fará falta no próximo jogo.

Mas não importa, nada conseguiria afastar o clima de exaltação. Ronaldo voltou a marcar. As cheerleaders conseguiram fazer a coreografia com sucesso. O domingo provou que os sonhos podem ser concretizados. Que lição de vida.

3 comentários:

Breiller disse...

Justificável toda a campanha de marketing em torno do clássico, né? Mesmo com calor insuportável e a chatinha parada técnica.

Clima de exaltação por conta, também, da Visa, Panasonic e Lupo, que patrocinaram o Corinthians no clássico e tiveram uma exibição de mídia fantástica com o primeiro gol do Ronaldo com a camisa do Timão.

Jogaço, dentro e fora do campo.

Leandro Montianele disse...

Nossaaa!! Esse foi um acontecimento que mexeu com todos. Finalmente as cheerleaders conseguiram fazer a coreografia com sucesso. Uau! hehehe

Bom para o Ronaldo que meteu seu primeiro gol e foi para a galera arrebentar o alambrado. Tem que botar na conta dele.

Abraços!

Silvio Tambara disse...

Presidente Prudente de Moraes. Piracicabano. Ouvi dizer que foi o primeiro presidente eleito do Brasil. Ou foi o primeiro civil. Fato é que ele era piracicabano e torcedor do XV.