domingo, 26 de outubro de 2008

PEDRO OLDONI, O CENTROAVANTE DA EMOÇÃO

Futebol é emoção e nem sempre tem como agente o brilhantismo do gol ou a plasticidade de um lance genial. O Atlético-PR precisava da vitória ontem para não estacionar nos 28 pontos e dificultar a fuga da zona de rebaixamento.

Ganhava do Cruzeiro em um jogo nervoso, daqueles em que qualquer bobeada - mesmo que de leve - é motivo de susto. E além de tudo, vencia apenas por 1X0, placar que, reza a lenda, é dos mais traiçoeiros.

Pois aos 30 do segundo - ou algo perto disso - o Furacão criou a jogada do segundo gol. Quer dizer, seria assim, se Pedro Oldoni, o centroavante da emoção, não estivesse em campo.

Ferreira puxou contra-ataque em velocidade, invadiu a área e passou sem goleiro para Oldoni - frise-se, sem qualquer obstáculo à excessão da própria falta de habilidade do sujeito.

Possibilidade para concluir a jogada, existiam aos montes. Podia - isso é, se não fosse quem era - fazer o mais fácil, tocar de primeira para às redes. Ou ainda entrar com bola e tudo no gol. Se tivesse recursos, poderia até fazer com a b... isso é, com a parte de trás do corpo. Mas não.

Vá lá, se para alguns aquele era um lance simples, sob a ótica do centroavante representava a hérculea batalha interna que combatia todos os dias: de um lado do córner, a dificuldade para movimentos básicos, como correr, mascar chiclete e chutar com qualquer uma das pernas; do outro, as condições externas totalmente a seu favor, liste-se aí seu posicionamento e a falta de adversários a lhe atrapalhar.

Complicado, não? Mas, no final venceu o mais forte, a falta de intimidade com a redonda. Como beneficiado, o próprio jogo, que se manteve interessante para todos. Os paranaenses, para desespero de hospitais especializados no trato do coração, continuaram ligadíssimos no jogo até o apito final.

E que alívio ao término da partida. Vitória assegurada, felicidade estampada no rosto dos torcedores. Já os mineiros, puderam lutar até o último momento.

E perderam, é verdade, mas no vestiário, em meio ao silêncio dos que têm pouco para falar, alguém certamente afirmou: e o lance do tal do Oldoni, heim? Aquele, até o Espinoza faria.

9 comentários:

Fernando Gonzaga disse...

até hoje não entendo o porque da badalação sobre esse Pedro Oldoni...me lembro que quando ele surgiu, houveram comparações afirmando que se tratava do novo Kaká....que grave erro hein...

abra~ço!!!

Silvio Tambara disse...

Tinha que parar encima da linha e sentar na bola, esperar alguém se aproximar para só então levantar e fazer de calcanhar.

Rakal D'Addio disse...

Tinha, mas era o Oldoni...

Saulo disse...

Não acho esse Pedro Oldoni um bom jogador como vinham dizendo quando ele surgiu para o futebol.

Gabriel Valladares disse...

aquele gol até o Vannuci, do "esse até eu faria", marcava!

Amanhã é dia de Toque diletra? aquela trilha é show!

abraço

cheirodegol.blogspot.com.br

Gustavo Sueto disse...

Não vi. Achei melhor ver o filme do Pelé.

hahahahahahahahahah

Abraços

Wilson Hebert disse...

Em minha opinião o Pedro Oldoni consegue no máximo aparecer entre os atacantes fracos do país, apesar de que para figurar num nível acima - levando em conta a qualidade do esporte praticado aqui - não é preciso muito.

Sinceramente, com a maioria dos jogadores que o Furacão tem, a série B parece estar bem proxima.

Agradeço ao Marcel Jabbour a visita em meu blog, e convido os outros componentes do "Diletra" a tambem visitá-lo.

Abs!

Verena Ferreira disse...

Demorou, mas cheguei!

Apesar de estar pertinho da série B, o Oldoni é bonito, gente. Vcs têm que admitir...

Nada como uma opinião feminina!
Haha

Marcel Jabbour disse...

É...as opiniões femininas me quebram as pernas...

O que posso dizer? Que o Pedro Oldoni devia ser que nem a Marta, que é LINDA e joga demais?

Nem de brincadeira...

Hahaha